Situada no extremo Norte da ilha, a 10km da capital, a Roça Sundy (origem no antigo nome do rio Sundim, ali vizinho), foi propriedade de Jerónimo José Carneiro, que a adquiriu em 1875, tendo formado a Sociedade Agrícola Sundy, Lda., com sede em Lisboa.

Foi a segunda maior plantação no Príncipe, possuindo no ano de 1912, quinhentos e oitenta e quatro trabalhadores, enquanto Porto Real (a maior roça da ilha) contabilizava oitocentos e quarenta e quatro. Dela faziam parte as dependências de Belo Monte, São Jorge, O Que Gaspar, O Que José, O Que Daniel, Praia Inhame, Paciência e São João, Santo Cristo, Ponta do Sol e Santa Rita.

Nesta altura, a Roça dedicava-se à produção de ‘cacau fino’ (designado comercialmente por Flavour), ‘cacau de escolha’ e café (arábico e libéria), além de coco, copra, coconote, banana, mamão, matabala e mandioca.

Como todas as grandes propriedades produzia ainda o necessário para o seu consumo interno, incluindo-se aqui a criação de gado, aviários, hortas, etc., justificando esta pesada engrenagem as enormes infraestruturas que foram sendo construídas.

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É possível encontrar em diversos pontos da ilha vestígios das antigas linhas de caminho de ferro, que chegaram a ter cerca de 9 quilómetros de comprimento pois ligavam a Roça às suas dependências e principalmente à praia Sundy, por onde se fazia o escoamento de mercadorias.

Depois da independência, esta propriedade passou a denominar-se Empresa Estatal Agropecuária Sundy, possuindo atualmente 1.675ha, com uma população estimada pouco mais de quatro centenas de habitantes.

Actualmente a Roça Sundy faz parte do plano de turismo sustentável, desenvolvido pela HBD em parceria com o Governo Regional da Ilha do Príncipe.

In Guia Turístico de São Tomé e Príncipe, Pocket Tropics